Entre o ideal e o possível

Os números da economia e a conjuntura econômica e política estão apontando que 2015 e 2016 serão anos difíceis de aperto de cinto, de adoção de medidas, muitas delas, não palatáveis para parcelas importantes da sociedade. O baixo crescimento do Produto Interno Bruto e o aumento dos preços são resultados de fatores que vão desde o realinhamento até pressão pelas condições climáticas, e urge gerar um fato capaz de impactar positivamente a população e o setor produtivo.

Reformas para recolocar o País na trilha do desenvolvimento e retomar a corrida visando alcançar o pódio, estão entre as medidas necessárias e fundamentais, para reanimar a economia. Com o ânimo revigorado, as dificuldades tornam-se menores e, consequentemente, mais fáceis de serem assimiladas e transpostas.

As medidas já anunciadas e postas em prática pela atual equipe econômica se baseiam no aumento das taxas de juros e em maior tributação. Se não eram as melhores opções, elas são, com certeza, as possíveis na atual quadra. São necessárias principalmente pela falta de credibilidade do Governo como um todo.

É preciso revisitar as políticas de incentivo fiscais e sociais, incluindo as compensatórias. Todas são importantes e necessárias, mas não podem se tornar fundamentos da economia de um país(governo?) ou de um Estado. Para que realmente surtam efeito, simultaneamente, devem ser implantadas ações que, num futuro não distante, venham tornar as primeiras substituíveis.

Não podem ser perpetuadas as isenções fiscais e programas sociais que não visem mudar a estrutura da economia e da nação. Se, ao serem concedidas essas benesses não se tiver o horizonte de seu alcance, elas tendem a perder a eficácia e, como consequência, tornar o país ainda menos competitivo.

Entretanto, nada avançará caso se concentre, exclusivamente, no âmbito do Ministério da Fazenda, a política de combate à inflação e, principalmente, a missão de restituir à comunidade a confiança que está ficando pelo caminho nos últimos tempos.

Existe uma crise econômica e o Brasil não é uma ilha imune a tsunamis ou marolinhas. As idas e vindas, períodos de grande crescimento seguidos por outros com pouco crescimento são normais. O que se deve evitar é que o baixo desempenho se transforme em queda da economia. Por isso, é missão de todos, independentemente da situação em que esteja ou da posição que ocupe, se preocupar com a retomada do desenvolvimento em bases sólidas e concretas.

A administração pública tem suas peculiaridades e, ao mesmo tempo, guarda muita similitude com uma grande empresa. Não adianta contratar o melhor diretor financeiro, se as demais diretorias não estiverem em sintonia com os objetivos maiores. Como nas empresas, o acionista do poder público quer seus dividendos que estão consolidados em qualidade de vida, educação, saúde e segurança acessíveis, rápidas, eficientes e alto grau de confiabilidade.


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