Sem tempo para postergar

A economia brasileira vive um momento de ajustes, para retornar aos trilhos que levem de volta ao crescimento. Nos últimos anos, o desempenho do produto interno bruto tem patinado, ficando abaixo da média dos países vizinhos e mesmos aqueles chamados emergentes. As mais otimistas previsões não arriscam, para 2015, um desempenho muito descolado do zero por cento.

Vive-se, no Brasil, momento de incerteza. Quando a confiança é quebrada, torna-se urgente e fundamental a sua restauração. Nesse momento, o poder público em especial o Governo Federal tem que se torna o ator mais atuante, mas não se esquecendo de dialogar com os demais agentes econômicos.

As condições macroeconômicas internacionais, hoje, são diversas de anos recentes, o que torna mais difícil enfrentar a nova realidade sem uma dose de amargo remédio. O que é preciso ter em mente é que quanto mais se posterga decisões, mais penosos são os caminhos para a solução de problemas.

Diagnósticos não faltam para o enfrentamento da crise, o que, em tese, deveria tornar menos demorada a tomada de decisões técnicas. Com uma carga tributária entre as maiores do mundo, é preciso buscar um Estado eficiente. E o que o faz adquirir e demonstrar essa característica, senão dar resposta rápida e eficaz às demandas da comunidade da qual está a serviço?

Para isso, o Estado Brasileiro precisa ser promotor, articulador e motivador das atividades econômicas, criando mecanismos para que a sociedade posse a evoluir. É fundamental auscultar os anseios e ter soluções ou, pelo menos, disposição para encontrar os caminhos. Um Estado promotor é aquele que envida seus esforços para que a economia cresça e desenvolva fornecendo ferramentas fundamentais, entre elas, melhoria nas condições gerais de vida da comunidade, como educação e saúde de qualidade, calcadas com base em propostas claras, realistas e realizáveis.

É fundamental a criação de mecanismos facilitadores das atividades empresariais em seus diversos níveis e ter sensibilidade para fazer os investimentos necessários, cujos resultados sinalizem o acerto da decisão tomada. Ele não pode ser complicado nem burocrático. Tem de levar seus servidores, sejam em que nível ou posição estejam a pensarem como servidores do público (mais do que servidores públicos), que devem facilitar a vida de quem quer investir, perseguindo constantemente a evolução das relações internas do Estado, entre o Estado e as empresas ou a comunidade. É preciso subir no ranking mundial da competitividade, deixando a incômoda 56ª posição.

É preciso um planejamento de longo prazo que contemple as múltiplas facetas de cada projeto. Assim, se a meta é aumentar a renda de uma determinada região, onde o artesanato é a principal atividade, cabe ao Estado ser o articulador dos vários agentes, oferecendo ferramentas e induzindo o público-alvo a aprender utilizá-las, para melhorar cada vez mais o produto oferecido, criando diferenciais, em termos de matéria-prima, processos de produção e mesmo design.

O estado indutor é aquele que tira as amarras para que suas forças vivas ganhem cada vez mais vida e se fortaleçam. Isso não tem relação com o seu tamanho, mas com a sua eficiência. Assim, a premissa básica é deixar ao setor privado o papel de motor da economia, lhe delegando tudo o que puder sozinho fazer. Na hipótese disso não ser totalmente viável, deve-se formar parcerias entre os setores públicos, em suas diversas esferas, e privado para a implementação de projetos. Somente no caso de inviabilidade das duas primeiras alternativas, caberia aos governos prover os serviços à população.

Assim, num espaço de tempo razoável poderiam ser viabilizadas e encaminhadas soluções duradouras e com reflexos na vida de todo brasileiro que, sempre sonha com um amanhã mais promissor.


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